quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Os cães assassinos
"João era caixa num banco. Tinha uma vida pacata. Era solteiro e morava na Lapa de Baixo com os pais e duas irmãs. Família muito religiosa, frequentavam a igreja da Lapa todos os domingos. Não perdiam uma missa". Se compararmos essas características com as atitudes do assassino que ataca as mulheres, poderemos perceber algum indício, isto é, alguma dica, desde o início da história, de que João e o assassino são a mesma pessoa? Comente explicando porque o autor do conto utilizou esse recurso dentro de sua narrativa. Bom trabalho!!! Capriche!
O pacto macabro
domingo, 9 de agosto de 2009
O Acampamento Fatal
Por que está chorando, meu amor?
A vingança da casa
sábado, 8 de agosto de 2009
Conto: O pacto maldito
domingo, 2 de agosto de 2009
Procura-se um amigo
Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, da madrugada, de pássaros, de sol, da lua, do canto dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar. Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja de todos impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vazio que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.
Deve gostar de crianças e ter pena das que não puderam nascer. Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostares, que se comova quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações da infância. Precisa-se de uma amigo para não enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas por que já se tem um amigo.
Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que bata nos ombros sorrindo e chorando, mas que nos chame de amigo. Precisa-se de um amigo para se ter a consciência de que ainda se vive.