quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Os cães assassinos

No começo do conto, o narrador faz a seguinte descrição de João e de sua família:
"João era caixa num banco. Tinha uma vida pacata. Era solteiro e morava na Lapa de Baixo com os pais e duas irmãs. Família muito religiosa, frequentavam a igreja da Lapa todos os domingos. Não perdiam uma missa". Se compararmos essas características com as atitudes do assassino que ataca as mulheres, poderemos perceber algum indício, isto é, alguma dica, desde o início da história, de que João e o assassino são a mesma pessoa? Comente explicando porque o autor do conto utilizou esse recurso dentro de sua narrativa. Bom trabalho!!! Capriche!

O pacto macabro

Ao observarmos o título do conto "O pacto macabro" notamos que o adjetivo macabro sugere uma interpretação ou uma opinião do autor a respeito dos fatos que acontecem na história. Pensando nisso, você considera que o plano elaborado pelos alunos dessa história deve ser visto como uma atitude positiva ou negativa? Ela é moralmente correta ou incorreta? Comente esses questionamentos expondo sua opinião de forma coerente, organizada e bem fundamentada. Cuidado com as REPETIÇÕES e com a ORTOGRAFIA!!! Bom trabalho!

domingo, 9 de agosto de 2009

O Acampamento Fatal

No texto anuncia-se uma espécie de tempestade no escritório. Essa tempestade é real ou fictícia, sugere outro problema que é relacionado a ela? O que essa primeira tempestade significa ou anuncia? Justifique.

Por que está chorando, meu amor?

Neste conto existem diversos elementos que anunciam um final melancólico, triste. Esses elementos surgem à medida que os acontecimentos se desenrolam e ficam mais intensos ao se aproximar do desfecho. Tal fato cria em nós leitores, certa preocupação, apreensão. Retire do texto três fragmentos curtos em que esse fator fique evidenciado.

A vingança da casa

Sabemos que todos os elementos que aparecem em uma narrativa têm um significado especial dentro do texto, e que foram escolhidos especialmente pelo autor para criar um determinado efeito. Durante a narrativa, após a morte dos velhos, as rosas do jardim deixam de ser coloridas e passam a ser de um “vermelho muito intenso, quase negro”. O que sugere essa mudança na cor das rosas para a história? Justifique.

sábado, 8 de agosto de 2009

Conto: O pacto maldito

Num texto literário, todas as informações dadas, assim como os recursos linguísticos utilizados têm uma função importante dentro da narrativa. Pensando nisso, localize no conto "O pacto maldito" os elementos utilizados pelo autor para criar o clima de suspense dentro da história e comente a utilização de cada termo destacado mostrando o porque de seu uso. Escolha, pelo menos, quatro elementos para explicar e comentar. Bom trabalho!!! Um abraço!

domingo, 2 de agosto de 2009

Em Clima de Terror

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Procura-se um amigo


Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, da madrugada, de pássaros, de sol, da lua, do canto dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar. Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja de todos impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vazio que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.

Deve gostar de crianças e ter pena das que não puderam nascer. Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostares, que se comova quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações da infância. Precisa-se de uma amigo para não enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas por que já se tem um amigo.

Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que bata nos ombros sorrindo e chorando, mas que nos chame de amigo. Precisa-se de um amigo para se ter a consciência de que ainda se vive.

Vinícius de Moraes